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Como inovar na sala de aula e fazer a reinvenção dos professores?

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Vivemos em um mundo em constante metamorfose, o que os especialistas chamam de VUCA: um mundo de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, que insiste em não ser tão estável e previsível como gostaríamos. Para a jornalista e pedagoga Carolina Sanches, esse cenário requer uma mudança de comportamento: "Precisamos desapegar não só do conceito de mundo tal como conhecemos, mas também do conceito de escola, de aprendizagem e ensino". A reinvenção dos professores e a inovação na sala de aula foi o tema debatido pela pedagoga no 12° Congresso Rio de Educação, promovido pelo Sinepe Rio, no Windsor Barra Hotel, nos dias 23 e 24 de agosto.
Pensando sobre as mudanças, Sanches exemplificou com a cantora mais popular do Japão: Hatsune Miku, que significa a primeira voz do futuro. A inovação é um holograma que faz shows ao vivo e interage com o público. "Anos atrás não se pensaria em um ícone como esse, mas hoje tudo é possível. No contexto da educação, estamos falando de alunos nativos digitais e professores imigrantes digitais. É necessário olhar para o passado para construir o futuro. Precisamos dos dois em equilíbrio", esclarece a jornalista.


REMIXAR A EDUCAÇÃO
Um modelo de educação remix pode ser a solução para esses novos tempos. Baseada na ideia de mashup, em que DJs misturam duas músicas criando uma terceira, a mesma lógica pode ser aplicada na educação. Mesclando plataformas e linguagens, é possível encontrar um novo formato que dialogue 
mais facilmente com crianças e adolescentes, como o que ela chama de leitura elástico, uma abordagem lúdica que mistura livros com outras plataformas.
Para ela, alguns ambientes encorajam a complexidade cognitiva. Outros desencorajam. É preciso refletir sobre em qual desses ambientes sua escola se encaixa. Quem não tem disposição para questionar terá medo e dificuldade de mudar: "É necessário questionar o projeto político-pedagógico, a instituição, a nossa forma de ensinar. Nada ficou no lugar".
Sanches indaga ainda o quanto os professores conhecem o projeto político-pedagógico da escola em que trabalham. O projeto deve ser responsável por nortear a maneira como a escola planeja suas ações estratégicas e estabelece metas para evoluir no processo de ensino e aprendizagem. Para ela, esse guia precisa ser destinado a toda a comunidade escolar: alunos, pais, professores, funcionários e gestores.
"Antigamente a criança precisava da es-cola para ter acesso ao conteúdo. Isso mudou. O que a escola oferece agora? O que ela está construindo? Com a educação remix, é possível aproximar a criança do conhecimento erudito, por exemplo, por meio da cultura pop. A mixagem traz muitas possibilidades, mas é preciso ter base e conhecer o interlocutor para fazer os cruzamentos adequados", afirma.

 

COLABORAR PARA TRANSFORMAR
Nesse novo tempo e novo modelo, não há mudança sem colaboração. O mundo moderno, de acordo com Sanches, não aceita mais trabalho individual. As boas ideias surgem de duas pequenas sugestões que se fundem. O grande propulsor da inovação está na conexão entre pessoas. Ela acredita que no DNA do educador precisam estar projetos que contemplem desafio, diversão, diálogo, narrativa e aventura.
“Precisamos ativar o pensar e o fazer diferente para remixar a educação, além de trabalhar em conjunto, criando uma rede forte de educadores. Precisamos de curiosidade, para saber fazer perguntas; criatividade, para resolver problemas; e conectividade, ou seja, nossa capacidade de ligar pontos. Reinventar-se dentro da sala de aula passa por esse caminho. É necessário sair do lugar de quem ensina para estar no lugar de quem aprende junto", destaca a jornalista.

 

Fonte: Revista Linha Direta outubro 2019

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