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S.O.S. gestor: o que fazer quando você não tem as respostas para as perguntas que a equipe levanta?

August 30, 2019

 

Eu não sei, mas sei quem sabe”. Você certamente já ouviu essa frase, não é mesmo? No dia a dia escolar é ainda mais comum não ter todas as respostas na ponta da língua, afinal, as situações – entre equipe, alunos e responsáveis – são inúmeras e imprevisíveis. Até mesmo para o coordenador pedagógico que, muitas vezes, é tido como o profissional de referência para as dúvidas docentes, não ter a resposta faz parte do jogo. E, na hora que a dúvida surge, o que fazer quando a dupla gestora não sabe como respondê-la?

Marta Silva Nascimento Teixeira, coordenadora pedagógica da EMEB Francisco Beltran Batistini Paquito, em São Bernardo do Campo (SP), diz que o primeiro passo é ter a segurança de que o gestor não tem que ter todas as respostas, mas sempre deve buscar ajudar o seu professor. “Tendo essa tranquilidade e sabendo que não existe receita, é preciso analisar a situação e buscar o melhor caminho”, aponta.

E isso aqui? Como eu resolvo? 
Para Marta, as “incógnitas” mais frequentes estão relacionadas ao comportamento dos alunos. Como lidar, por exemplo, com casos de agressividade e descontrole emocional? Segundo a especialista, são situações que geram conflitos com as famílias e deixam os professores desesperados. Além disso, a inclusão de crianças com deficiência e reclamações dos pais e responsáveis são outros dois pontos de desassossego na rotina dos professores, indica a educadora.

No que diz respeito à participação das famílias, o diretor Iran Frank da Silva, do Colégio Estadual Ernani Vidal, de Curitiba (PR), afirma que o relacionamento com pais e responsáveis é uma das situações que mais provocam “perguntas sem respostas prontas”. “Grande parte [das famílias] acredita que a escola é o lugar em que vamos criar e educar os filhos e não é isso”, afirma o diretor. “Muitas famílias deixam os filhos à mercê e, embora existam encaminhamentos legais, muitas vezes é difícil saber como lidar com esses casos”, comenta.

Mesmo para quem possui especialização em gestão escolar e coordenação pedagógica, as soluções podem ser complexas já que variam caso a caso. “Isso angustia muito os professores, principalmente nos anos finais do Fundamental, em que eles passam menos tempo com os alunos”, conta Joice Lamb, coordenadora na EMEF Profª Adolfina J. M. Dienfenthäler, em Novo Hamburgo (RS). “Se eles não conseguem conduzir uma situação, procuram o orientador ou o coordenador para buscar ajuda”.

O que posso fazer para encontrar respostas?
“Algo que costumo fazer com muita frequência é buscar o compartilhamento de ideias, conhecimentos e experiências entre a equipe”, relata Marta. Como coordenadora, ela acompanha o planejamento dos professores e procura identificar os pontos fortes de cada um. “Muitas vezes, a dificuldade de um é enfrentada com mais tranquilidade por outro e eu faço a mediação desse intercâmbio, faço com que as informações circulem”.

Foi o que aconteceu quando que uma professora de sua escola percebeu que a turma tinha muita dificuldade em lidar com as emoções, eram explosões de raiva, choro, birras. A dúvida motivou Marta a pesquisar, em parceria com a professora, sobre aprendizagem emocional. As aprendizagens se transformaram em um trabalho com as crianças. “A ação rendeu excelentes resultados”, relembra. Algumas semanas depois, outra professora da escola a procurou angustiada com questões de agressividade na turma, crianças machucadas e reclamação dos pais e responsáveis. “Ela foi perdendo o controle da situação. Ouvi suas questões e, imediatamente, lembrei do trabalho e uni as duas docentes nessa rede de apoio. Nem sempre o conhecimento está com o coordenador, mas ele é fundamental para articular tudo isso”, completa.

Todo problema passa pela discussão coletiva
Exemplos como esse relatado pela coordenadora mostram que a troca de experiência é uma grande aliada na hora de buscar soluções para situações complexas. No Colégio Estadual Ernani Vidal, por exemplo, os gestores consultam seus pares para encontrar respostas. “Posso me deparar com uma situação que eu não enfrentei, mas o colega sim”, pondera o diretor Iran. “Essa consulta com os pares é fundamental. Em Curitiba, temos o apoio de um assistente na Secretaria de Educação, que faz a ponte entre os gestores”.

Joice Lamb defende que o caminho sempre passa pela discussão coletiva do problema. Mas, alerta: o gestor não pode ir “cru” para essa discussão – especialmente quando ela envolve problemas disciplinares. “É preciso fazer uma pesquisa antes, observar a turma, enxergar do mesmo ponto que o professor. Senão, fica uma conversa em que o professor diz e o gestor não tem como contrapor”, avalia.

Ela reforça o professor é quem está lecionando e, portanto, o responsável pela gestão da sala de aula. No entanto, cabe ao gestor apoiar com orientações, para que haja respaldo das ações e intervenções praticadas pelo docente. Quando necessário, é importante conversar com os colegas que dão aula para a mesma turma para entender se os comportamentos se repetem com outros professores, buscar o histórico dos alunos e analisar contextos. “O coordenador pedagógico tem que articular as ações da escola, conhecer profundamente a unidade, seus índices e comunidade, para poder ajudar o professor”, ressalta Joice. “A função do coordenador não é burocrática, ele precisa oferecer elementos para os professores analisarem as situações. Se não há contraponto no diálogo, não há como evoluir”.

Formação e pesquisa
A busca de parcerias também pode ajudar para conhecimentos que não são dominados com mais profundidade pela equipe – especialmente aqueles que são identificados pelo grupo como necessários para a formação. “Já convidei especialistas na escola para falar sobre o trabalho com Matemática na Educação Infantil”, exemplifica Marta. “Medidas como essa podem ampliar o conhecimento de toda equipe. Ninguém domina tudo, então buscar parcerias é uma ótima solução”, sugere.

Outra prática que a coordenadora considera fundamental é fazer com que o grupo de professores sejam pesquisadores e autores das próprias práticas. Por isso, a EMEB Francisco Beltran Batistini Paquito criou um plano de formação, cujo objetivo é formar profissionais que investiguem suas maneiras de trabalhar. “Desse modo, angústias e questionamentos se tornam temas a serem pesquisados e, posteriormente, conhecimento. Ao invés de esperar uma resposta, o professor pesquisador encontra caminhos em seu estudo e, claro, mais questionamentos”, brinca a educadora.

Com base nas conversas com os três gestores, preparamos dicas práticas para o dia a dia. Confira alguns caminhos possíveis para lidar com questões de convivência, legislação, administração e de conteúdos curriculares.

Convivência
- Conte com a colaboração de toda a comunidade interna. Busque sempre o diálogo democrático e a gestão participativa. De ações como, por exemplo, assembleias escolares, podem surgir ideias e soluções;
- Mantenha um bom clima na equipe. Não adianta tentar desenvolver laços entre a equipe apenas no momento dos problemas e questões sem solução. Promova momentos de interação para fortalecer os vínculos entre a equipe sempre que possível e monitore o clima escolar;
- Evite ao máximo a competitividade. Investir no desenvolvimento da equipe e no compartilhamento de boas práticas pode criar competitividade entre os funcionários se o grupo todo não abraçar a proposta ou se apenas alguns se destacarem na proposta. Por isso, exalte o trabalho coletivo, indique os pontos positivos do trabalho de cada um e estimule o apoio mútuo entre a equipe;
- Realize conversas pedagógicas. Sempre que necessário, se reúna com os profissionais para saber quais são as dificuldades que encontram no seu cotidiano em sala e se coloque à disposição para auxiliar com orientações;
- Compartilhe com a equipe e peça suporte. Se o problema é recorrente – seja com um mesmo professor ou com mais membros da equipe – , leve a discussão para o coletivo. Ao sair da conversa para a ação, garanta que cada um tenha clareza sobre o papel que desempenharão para solução do problema e o respeito pelos encaminhamentos combinados;
- Tenha um plano de tratamento para conflitos entre alunos. A escola pode estabelecer algumas diretrizes para lidar com conflitos e buscar implementar um plano de convivência na escola. É possível criar, por exemplo, um grupo de mediação entre os próprios alunos (saiba mais aqui). Também é possível estabelecer combinados sobre quais situações podem ser tratadas pelos alunos e quais casos necessitam de encaminhamento para os professores da turma ou para gestão;
- Registre as ocorrências em documentos. O registro é importante para o acompanhamento do caso em futuras consultas. Se não resolver após a primeira medida, é preciso considerar o histórico para articular ações diferentes. Também é ideal que a equipe esteja alinhada para que não haja direcionamentos divergentes entre docentes e gestão.

Legislação
- Pesquise na internet o que a lei diz sobre o assunto. Entre as principais legislações educacionais estão a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Também se apoie em documentos internos, como o regimento da escola.
- Busque orientações com a Secretaria de Educação. As leis podem gerar interpretações equivocadas. Por isso, sempre que houver dúvida, procure a Secretaria de Educação para compreender qual é o indicativo da lei.

Administrativas
- Consulte um parceiro mais experiente e os órgãos colegiados. É bem provável que a sua questão administrativa, de espaço ou financeira também já tenha causado dúvida em alguém na sua posição antes. As questões administrativas costumam ser mais objetivas do que as de convivência. Por isso, uma conversa com um par mais experiente pode ser esclarecedora. Dependendo da questão, o diretor também pode buscar ajuda no conselho escolar ou Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), por exemplo.
- Pesquise em sites confiáveis orientações de quem fez. Vale tanto buscar relatos de experiências de outros gestores escolares, quanto quais são as orientações oficiais, por exemplo, de prestações de contas dos programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Dificuldades sobre conteúdos curriculares
- Procure os especialistas do seu time. Caso você não domine o conteúdo ou o componente curricular que gera dúvida no professor, considere os saberes da sua equipe e articule para que ele possa auxiliar os colegas nas dificuldades em relação ao conteúdo da disciplina.
- Invista em parcerias para formação continuada. Quando a demanda é grande e o coordenador identifica que se trata de um tema com necessidade de aprofundamento, o gestor pode buscar ajuda fora da escola. Além da Secretaria de Educação, que pode indicar técnicos da área para sanar essa lacuna, é possível construir relações com outras instituições, como universidades.
- Pesquise boas práticas. “Ninguém inventa mais a roda. Está tudo aí, tem que ir atrás”, afirma Joice Lamb. “Não existe um conteúdo fundamental que não esteja na internet, os próprios sites de NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR reúnem práticas e dicas. Se coordenador ver que professor não está conseguindo ensinar um conteúdo, tem que dar os caminhos para que eles consigam. O papel do coordenador é orientar”.

Fonte: Gestão Escolar

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