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O MOVIMENTO MAKER E O FUTURO DAS ESCOLAS

November 13, 2018

 

No mundo da tecnologia tem empreendedor ensinando os estudantes a colocar a mão na massa. São as escolas que fazem parte da "cultura maker”. O movimento é baseado no conceito "faça você mesmo”, um fenômeno tecnológico e coletivo. Em laboratórios equipados com máquinas de fabricação digital, estudantes consertam, modificam, criam e produzem objetos com as próprias mãos.
Especialistas em educação defendem que o ensino malcer pode formar cidadãos aptos a pensar “fora da caixa”. É o caso do empreendedor, fundador do Fab Lab Recife e sócio da Robô livre, Edgar Andrade. Ele viaja o Brasil fazendo palestras sobre o tema e conversou com a revista Escada para contar sobre o impacto desse movimento na educação. 


Revista Escada: Afinai, o que é o movimento maker?
EDGAR ANDRADE -
O movimento não é novo no mundo, surgiu na década de 60 e vem se popularizando nos últimos anos como uma espécie de resposta à queda de algumas patentes. É o caso da impressora 3D, que permitiu que diversas máquinas fossem hackeadas e se espalhassem pelo mundo.
A agitação da fabricação digital e prototipagem rápida estão impulsionando o ressurgimento do movimento maker, que em resumo representa o impulso que nos leva a resolver nossos problemas por conta própria, ou melhor, juntando gente.
O novo lema do movimento é diferente do original (DIY - Do it Yoursefl), agora é do “Façamos Juntos”. Dentro desse contexto, a Rede de Fab Labs, que se espalha por mais de cem países e com mais de mil laboratórios, representa um dos principais players globais para a transformação do modo como nos relacionamos com o consumo, cidades e escolas. Tudo vai mudar rapidamente nos próximos anos.
Normalmente o movimento maker demanda um espaço fisico a exemplo de um laboratório, onde sejam disponibilizados equipamentos como notebooks, impressora e óculos 3D, softwares e ferramentas. As atividades são desenvolvidas com foco no interesse dos estudantes. Os espaços são preparados para desenvolver a criatividade e o empreendedorismo.


RE: Quais são os principais benefícios do movimento maker para os estudantes?
EA-
O que o Fab Lab Recife leva para estudantes é uma metodologia ativa ou ainda mais, uma concepção de aprendizagem (aprender fazendo) baseada numa modalidade híbrida (presencial e à distância). Acreditamos que esse caminho contribuirá imensamente no que diz respeito às competências e conhecimentos que serão fundamentais para a integração das crianças e jovens com o mundo.
Estamos falando de um mundo em profunda transformação e que, resultante da revolução digital, será apoiado na capacidade que os jovens deverão ter de se abrir para o novo, de se comunicar e colaborar. Além disso, tendo o pensamento crítico, a criatividade e a responsabilidade como elementos fundamentais para a resolução de problemas e para o autoconhecimento, gerando como resultado adultos realmente autônomos. Nesse futuro, a avaliação baseada em notas deverá ser irrelevante.


RE: Qual é a relação desse movimento com o ensino nas escolas?
EA-
Tenho rodado em todos os cantos do país fazendo uma provocação muito séria. A essência da minha opinião está na necessidade urgente de revermos a forma como nos relacionamos com o consumo. Criamos um modelo de sociedade insustentável e o único caminho para mudarmos esse modelo é através da educação.
Você já parou para pensar se as crianças que tiram as maiores notas são mais realmente mais felizes que as que ficam na média? Já se perguntou se quem tem mais dinheiro é necessariamente mais feliz do que quem não tem tanto?
Trago algumas pistas de caminhos que estou seguindo e tenho repetido por aí na esperança de que alguém comece a ouvir. E mágico ver uma criança, pobre ou rica, com os olhos brilhando ao desenvolver seu próprio brinquedo no Fab Lab Recife. Não vejo o mesmo brilho nos olhos de crianças que abrem brinquedos caros das lojas.
Agora há um detalhe, o meu pensamento carrega muito sentimento, mas ao mesmo tempo, o pragmatismo necessário para impulsionar a transformação.
A principal pergunta que faço é: a sua escola vai morrer nos próximos 10 anos? Vai investir uma fortuna em experiências mágicas que prometem resultados de curto prazo? Ou vai construir junto com educadores, estudantes, famílias, vizinhos, a escola do futuro?

 

Fonte: Revista Escada Junho/Julho/Agosto 2018
 

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