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MODELOS MUNDIAIS

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PROFESSORES COM VIVÊNCIAS EDUCACIONAIS EM OUTROS PAÍSES apresentam exemplos de disciplina, valorização da escola e incentivo ás artes visuais na educação infantil

 

 

Da disciplina orientei que se tomou marca das escolas japonesas e chinesas, à alegria e respeito pela educação demonstrada por alunos e professores moçambicanos, passando pelo estímulo do ensino nas artes visuais na educação infantil italiana. Os modelos educacionais pelo mundo têm muito a contribuir para educadores e instituições pensarem novas formas de atrair professores e alunos, aprimorando assim o ensino, a aprendizagem e os resultados da educação em nosso país.
Realizada pelo SINEPE/PR em junho, a Semana das Curiosidades apresentou palestras de professores com vivências recentes em outros países: Japão, Moçambique, Itália e China. Voltadas a professores, coordenadores pedagógicos, educadores e entusiastas no assunto, as palestras trouxeram uma gama de expe-riências muitas vezes surpreendentes.
“Ao acompanhar tantas vivências educacionais distintas, chegamos à conclusão de que não existe receita: uma educação efetiva é aquela baseada no respeito entre alunos e professores, na disciplina e autonomia dos estudantes e, sobretudo, na educação básica de qualidade”, enfatiza a psicopedagoga Esther Cristina Pereira, presidente do SINEPE/PR.


AUTONOMIA E FOCO NO FUNDAMENTAL
Apresentado pelo professor Ademar Batista Pereira, presidente da FENEP
-    Federação Nacional das Escolas Particulares, o exemplo japonês de educação chama atenção pelo grande enfoque dado ao ensino fundamental no país: 97% é público, enquanto a educação privada se responsabiliza por 70% da educação infantil e por 40% do ensino médio. 


AUTORIDADE COMPARTILHADA 
“O Japão aplica exames de admissão a cada etapa educacional, de forma a direcionar os alunos de acordo com suas habilidades e méritos. Com ensino médio profissionalizante e uso de tecnologia começando apenas nessa etapa da vida acadêmica, eles formam desenvolvedores de tecnologia, e não apenas usuários, como em outros países”, explica Pereira.
Por sua vez, o aspecto da disciplina nipônica está presente desde a mais tenra idade. “Nas escolas japonesas, não se vê zeladores ou funcionários encarregados da limpeza: tudo é feito e organizado pelos alunos. As estruturas são sempre grandes, tanto ginásios e quadras esportivas, quanto bibliotecas, com usos pontuais de computadores”, pontua.
País lusófono como o Brasil, Moçambique vive uma realidade diversificada de etnias, línguas e religiões. ‘Quando entram na escola, as crianças vêm de casa sabendo árabe (pela religião muçulmana predominante) e africáner (inglês), além de dialetos. O português, que é língua oficial, só aprendem na escola. Imagina como é para um professor lidar com esses alunos? Pois eles lidam com a maior alegria e autoridade’, comenta o professor e psicanalista Geraldo Peçanha de Almeida, que participou de um projeto educacional alemão no país africano, no início deste ano.
A autoridade, aliás, é aspecto funda-mental para se entender a educação moçambicana. “Para a criança de lá, não há diferença entre as ordens dadas por seus pais, seus professores e líderes religiosos. Há o mesmo respeito. E vai além: se a escola aprova um aluno, mas seus pais julgam que ele não está preparado para passar de ano, o aluno repete. O contrário também ocorre quando os pais acreditam que seu filho possa estar mais avançado que o restante de sua turma”, afirma.
Em relação aos problemas sócioeconômicos da nação africana, Peçanha enfatiza que a falta de recursos não os impede de ter acesso e valorizar a educação. “É comum as crianças levarem de duas a três horas para chegar até a escola, passarem de quatro a cinco horas tendo aulas sentadas no chão, compartilhando materiais. E mesmo assim não reclamam, estão sempre alegres e gratas por aquela oportunidade de aliar o saber formal com o notório saber, aquele da experiência prática e cotidiana, tão comum no país”. 


RENASCIMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Tomando como exemplo a cidade de Reggio Emitia, no norte da Itália, reconhecida por pesquisadores e educadores como a melhor abordagem de educação infantil do mundo, o professor e matemático Joe Garcia explorou a questão do chamado “renascimento educacional italiano”.
“Em paralelo metafórico com o Renascimento italiano, tivemos esse movimento em que crianças de o a 6 anos passaram a ser vistas como competentes e capazes de exercer protagonismo nos processos de aprendizagem, em contraste com o modelo tradicional em que os pequenos são vistos como limitados e dependentes dos adultos da relação educacional”, detalha Garcia. 

 

Fonte: Revista Escada Junho/Julho/Agosto 2018

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