© 2019 Sinepe.com.br

 

 

Contato

 

Endereço: Rua Tenente Coronel Cardoso, 696 - sala 102 - Centro

CEP: 28035-044 

Campos dos Goytacazes - RJ / Brasil

Tel/Fax: (22) 2723-3099 

E-mail:sinepe@sinepe.com.br

Apoio:

November 14, 2019

November 14, 2019

October 3, 2019

Please reload

Posts Recentes

Gameficação na gestão de pessoas

November 14, 2019

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

ALFABETIZAÇÃO: A ARTE DE APRESENTAR À CRIANÇA UM NOVO MUNDO

November 6, 2017

 

Alfabetizar é uma conquista! Vibra a criança, orgulham-se os pais, celebra o professor! Para chegar ao universo da criança - que bem pouco tempo atrás ainda estava aprendendo a se comunicar com o mundo pela oralidade - é preciso entender a expectativa desse processo que começa na família. Ávidos por verem os filhos intelectualmente capazes, o domínio da escrita é a primeira grande conquista acadêmica tanto para a criança quanto para os pais.

Para esclarecer o processo de alfabetização, bem como o papel do professor, confira as orientações a seguir, dadas pela professora e autora de livros didáticos, Eliete Presta. Com vasta experiência na área da educação, que incluem coordenações de projetos estaduais e nacionais de educação, bem como a capacitação de gestores e professores da rede de ensino público, Eliete responde a algumas das muitas dúvidas que surgem, em sala de aula, sobre o processo de alfabetização.

A alfabetização em um contexto letrado

Atualmente, fala- se muito que o aluno precisa ser alfabetizado em um contexto letrado. E o que isso significa?

Antes de entrar na escola, os alunos já tentam ler cartazes, folhetos, álbuns e outros materiais, encontrando indícios de significado do escrito. Também se comunicam e se expressam, por escrito, por meio de hipóteses construídas sobre esse objeto. Durante muito tempo, esse conhecimento não foi considerado e a alfabetização foi entendida como memorização de letras e do modo como se agrupam em sílabas (B + A = BA), isto é, como aquisição de um código. Esse estudo era seguido do trabalho de formação de palavras só com as famílias silábicas estudadas e as vogais, formação de frases e, ao final do ano, de textos pequenos ou trechos de textos para os alunos lerem. O desafio atual dos educadores, em face das novas descobertas do ensino da língua escrita é o de alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever por meio de práticas sociais reais de leitura e escrita. Tanto os saberes sobre o sistema de escrita (conhecer o alfabeto, o nome e a grafia das letras, distinguir letras de outras formas gráficas, dominar as convenções gráficas e outros) quanto os saberes sobre a linguagem escrita podem e devem ser trabalhados, concomitantemente. É preciso romper com a divisão entre o “momento para aprender a ler e escrever" e o “momento de fazer uso dessa aprendizagem.”

A oferta de textos para alunos não alfabetizados

As atividades que envolvem o desafio de tentar ler cantigas, poesias e parlendas são úteis para se chegar à incrível mágica de fazer a criança ler sem saber ler. Quando ela decora uma cantiga, pode acompanhar com o dedinho as letras que formam as estrofes.

Conhecendo o que está escrito, resta descobrir como isso foi feito. 0 bom leitor só inicia a leitura depois de observar o texto, sua forma, seu portador (revista, jornal, livro) e as figuras que o acompanham e imaginar o tema. É possível um leitor “ler” um jornal em japonês, mesmo sem saber decifrar as palavras. Se há uma foto de dois carros batidos, deduz-se que a reportagem é sobre um acidente. Ao mostrar vários gêneros, o professor permite à criança conhecer os aspectos de cada um e as pistas que trazem sobre o conteúdo. Assim, ela é capaz de antecipar o que virá no texto, contribuindo para a qualidade da leitura.

As prioridades de uma professora alfabetizadora

É fundamental nessa proposta de alfabetização que o professor organize uma rotina semanal para sala de aula, envolvendo tanto situações de análise e reflexão do sistema quanto dê apropriação da linguagem escrita. É importante ter uma diversidade de atividades semanalmente com propósitos diferentes e, ao mesmo tempo, uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Cabe ao educador estabelecer uma rotina de leitura e escrita com situações de: comunicação oral; leitura em voz alta realizada pela professora (leitura para a classe); leitura realizada pelo aluno, mesmo antes de saber ler convencionalmente (ler para aprender a ler); escrita pela professora e escrita pelo aluno, mesmo antes de saber escrever convencionalmente (escrever para aprender a escrever).

 

A idade certa da alfabetização e os caminhos a seguir

A partir de um trabalho pedagógico adequado, pode-se alfabetizar aos 5, 6 ou 7 anos. O papel da escola é proporcionar às crianças um mergulho no mundo da cultura. E dentro desse mundo está a escrita. O trabalho com a linguagem escrita não deve ser priorizado. É importante garantir na Educação Infantil tempos e espaços para o trabalho com as demais linguagens também: oral, corporal, plástica, musical e matemática. É possível propor atividades que incentivem a pensar sobre a escrita, tornando-a um objeto curioso e ser explorado: a identificação do nome em pastas e materiais; brincadeiras envolvendo a leitura de crachás; a escrita de palavras significativas e contextualizadas, com a utilização do jogo de letras do alfabeto; a produção de textos coletivos, que ficam expostos nas paredes; a oferta de livros e brinquedos; e outros.

As dificuldades na arte de alfabetizar

Uma das dificuldades das professoras é planejar situações didáticas, considerando o que sabem os seus alunos sobre a escrita. As situações didáticas ajustadas às necessidades de aprendizagem dos alunos pressupõem selecionar atividades adequadas, montar agrupamentos produtivos, formular perguntas que os ajudem a pensar, oferecer sugestões e informações úteis para fazê-los avançar nas aprendizagens. Ensinar a ler e escrever dentro de uma proposta de letramento vai além de inserir em sala de aula atividades com contos, histórias em quadrinho, cantigas, quadrinhos, poemas, produção coletiva, jogo de letras, rótulos e embalagens... O que diferencia é saber se atividades estão de acordo com os alunos, se estão adequados o tratamento pedagógico, as intervenções do professor e a frequência das propostas.

A intervenção do professor

A intervenção do professor deverá ser informativa, ajudando os alunos a refletir, a buscar possibilidades de articulação, a evitar as falsas generalizações e a enxergar mais rapidamente alguns aspectos da escrita. Ao observar o que não via, o aluno modifica a compreensão e compreende de outra forma, alterando a ação e superando a hipótese inicial. Essa forma de intervir difere da correção tradicional, visa à expansão do conhecimento do aluno e acontece durante a própria situação de aprendizagem. Numa situação de leitura, o professor pode fazer perguntas para que os alunos justifiquem a leitura feita. Quando a criança expõe o que pensa, ela abre possibilidades de intervenções para o professor e para que os colegas descubram como está pensando. São as perguntas e a forma como o professor conduz a atividade que permitem a circulação de informação, fazendo que um aluno aprenda com o outro. O professor também incentiva os alunos a consultar as referências escritas da classe, como lista de nomes ou outras listas afixadas na sala.

Alunos com dificuldade de aprendizado

É preciso considerar que as crianças desejem aprender a ler e a escrever, mas têm medo de não conseguir. Compete ao professor expor o aluno a situações de sucesso, evitando expor o fracasso da criança em público.

Quando o aluno se sente competente, aumenta o desejo de aprender de forma plena. Para investigar as dificuldades do aprendizado da escrita são necessários momentos de entrevistas individuais. O professor deve diagnosticar o que o aluno sabe sobre a escrita e o que precisa aprender, propondo intervenções mais específicas de acordo com o que necessita. É a partir das situações de desafio e das intervenções do professor que o aluno tem a possibilidade de refletir sobre o sistema de escrita e avançar no processo de alfabetização. Os alunos com dificuldades podem ser agrupados com crianças que já possuem esse domínio e a partir de indagações buscarem novas ideias sobre a escrita.

Atitudes de um alfabetizador

Os alfabetizadores devem, na ação pedagógica que realizam, refletir sobre os objetivos de ensino e conhecer o que seus alunos já sabem sobre a escrita para organizar as intervenções, ou seja, fazer diagnósticos precisos a partir de sondagens periódicas. É missão do professor alfabetizador acreditar que todos os alunos podem aprender, reconhecendo que o "erro” é uma etapa no processo de aprendizagem, bem como planejar intervenções para que os alunos avancem e possam fazer sozinhos o que fazem na presença do professor. O objetivo final é a construção da competência leitora e escritora dos alunos.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Procurar por tags
Please reload

Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square