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Qual o papel do professor do Ensino Médio?


A sociedade demanda indivíduos formados de maneira integral, preparados para enfrentar os diversos desafios propostos tanto no campo profissional quanto no pessoal, e a escola exerce um papel muito importante nesse cenário, dada a sua capacidade de fornecer subsídios para os alunos no aspecto socioemocional. Para atender a essa exigência, é de suma importância uma atuação efetiva, sendo fundamental adaptar as práticas pedagógicas e acompanhar a evolução dos estudantes por meio de processos avaliativos diversos e contínuos.


Outro aspecto importante seria considerar que muitos alunos que se encontram na reta final do Ensino Médio passam por momentos de pressão em uma fase de descobertas e novas percepções sobre o mundo e de pensamentos acerca do contexto no qual estão inseridos. O aluno pré-universitário vive uma série de dilemas relacionados à própria vida e que podem ter consequências em aspectos socioemocionais.


Diante disso, as competências socioemocionais estão ligadas ao desenvolvimento do indivíduo no sentido de formá-lo em um aspecto geral, auxiliando no alcance do sucesso em diferentes áreas da vida e impulsionando o aluno a aprender além do conteúdo visto em sala de aula. Elas também podem ser compreendidas como um conjunto de habilidades que cada pessoa tem para lidar com as próprias emoções, se relacionar com o outro e gerenciar objetivos de vida, como autoconhecimento, colaboração e resolução de problemas.


A escola pode desenvolver as competências socioemocionais com a contribuição dos educadores, facilitando, assim, a aprendizagem do aluno, que deve ser um sujeito protagonista nessa relação; afinal, é fundamental acompanhar o desenvolvimento desse aluno de forma a garantir que as competências foram de fato do-minadas. Para isso, são necessários processos de longo prazo, que devem ser trabalhados nas dimensões individual e coletiva.

Nesse ponto, é importante pensar no planejamento estratégico, que pode caminhar com esse aluno na medida em que suas decisões vão sendo caracterizadas. O aluno, nesse momento, deve refletir, pensar nas decisões que irá tomar e que podem direcionar seus próximos passos rumo à escolha profissional.

As metodologias ativas podem ser aplicadas em sala de aula pelo professor como forma de repassar o conteúdo de maneira didática e de fácil compreensão, possibilitando que o estudante consiga aprender a matéria da disciplina e executar uma avaliação mais tranquila em relação aos seus objetivos propostos e evidenciados. Dentre essas, outras possibilidades podem se fazer presentes.


Quem nunca sofreu com a ansiedade ou o medo de fazer uma prova? Os processos avaliativos fazem parte de toda a carreira estudantil dos indivíduos, e não podemos negar o quanto isso pode afetar os alunos. Agora pense sobre o que um estudante do Ensino Médio pode vivenciar, levando em conta que está em uma etapa decisiva na sua vida: a escolha do curso, do "que vai ser quando crescer", em um mundo em que ser o melhor é cada vez mais exigido. E, para isso tornar-se realidade, o aluno é submetido a intensas maratonas de provas e testes para se sair bem no vestibular, e essa intensidade só aumenta à medida que se aproxima o exame.


Medo de não conseguir boa colocação, de não agradar a família, ansiedade, insegurança, isolamento, problemas de saúde, enfim, inúmeros impactos socioemocionais tornam-se evidentes nesse período de testes e mais testes, resultado de uma série de conflitos que o estudante vive quando exposto a essas avaliações.


E como você, educador, tem percebido esse dilema enfrentado pelo seu aluno? Alguns aspectos, quando levados em conta, podem ajudar a tornar esse momento mais leve para ele:

1. Reconheça a individualidade de cada aluno. Temos alunos iguais? Não. Temos alunos de diversas re-alidades, que demonstram sentimentos de maneiras distintas, e isso precisa ser considerado durante esse processo.

2. Escolha as melhores ferramentas para trabalhar em sala de aula.

3. Enalteça as conquistas dos seus alunos.

4. Seja apoio nesse processo, pois a confiança estabelecida entre seu aluno e você é essencial para a conquista de grandes marcos na vida dele.


Como educadores, não podemos permitir que nossos estudantes passem por tantos prejuízos emocionais. Precisamos buscar ferramentas que favoreçam sua autoconfiança e, consequentemente, a mobilização das habilidades essenciais para a resolução dos problemas apresentados. Dessa maneira, é de suma importância um trabalho de múltiplos saberes para fornecer suporte ao aluno, oferecendo um conjunto de oportunidades para dar voz e permitir estratégias eficientes para minimizar os danos emocionais que marcam esse jovem.


Fonte: Revista Linha Direta - Outubro/2019

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